TST implanta em fevereiro piloto do PJe-JT na Sexta Turma

O Tribunal Superior do Trabalho deverá implantar o piloto do Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT) na Sexta Turma a partir de fevereiro do próximo ano. Com isso, os processos sorteados pelo sistema para esta Turma serão automaticamente distribuídos dos Tribunais Regionais aos gabinetes dos ministros sem a necessidade de uma série de rotinas administrativas. O próprio sorteio do ministro relator de cada processo será feito diretamente pelo sistema do PJe-JT.

De acordo com o ministro Augusto Cesar Leite de Carvalho (foto), coordenador do Grupo de Trabalho de Especificação de Requisitos do PJe-JT, há uma estimativa de que o sistema possa resultar em uma economia de pelo menos seis meses, entre a interposição do recurso no Tribunal Regional do Trabalho e a sua disponibilização nos gabinetes. Os processos que serão analisados nessa experiência piloto são o que já tramitam no sistema de Processo Judicial Eletrônico em segunda instância. "A própria rapidez e entusiasmo com que o sistema está sendo adotado nos regionais criou a demanda para a sua implantação no TST", explica o ministro.

Como integrante da Sexta Turma, Augusto César também participará da experiência piloto. Com isso, o seu gabinete trabalhará com três tipos de processos: os mais antigos, que tramitam ainda em forma de papel; os que já foram distribuídos eletronicamente ou digitalizados; e os mais recentes, que têm toda a sua tramitação eletrônica integrada com os com regionais pelo PJe-JT.

A expectativa do ministro é de que, até o meio do próximo ano, todas as turmas do TST estejam integradas com o PJe-JT e que o TST passe a trabalhar exclusivamente com esse sistema nos próximos três ou quatro anos - embora não haja a confirmação das datas. Ele alerta, no entanto, que o Tribunal deverá continuar utilizando os dois sistemas (atual e eletrônico), para que as pessoas possam se adaptar ao PJe-JT. "Teremos um tempo para que todos possam perceber as vantagens do sistema", revelou. Nesse período, os servidores poderão se capacitar para as novas tarefas surgidas com a implantação.

Quando o PJe-JT for totalmente concluído, será atingido o seu principal objetivo, que é unir toda a Justiça do Trabalho eletronicamente, com a possibilidade, por exemplo, da visualização dos processos, por todas as instâncias, via internet. O ministro se mostra entusiasmado com o sistema, pois acredita que o seu impacto na tramitação de processos "surpreenderá positivamente as partes".

(Augusto Fontenele / RA - Foto: Aldo Dias)


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